sexta-feira, 30 de agosto de 2013

N° 82 - (...)

Chorar em segredo e sofrer em silêncio, hoje perguntei o que não deveria perguntar, perguntar o que eu já sabia. Mais uma vez venho falar dela, como tantas outras vezes, como tantas outras, nem eu mesmo sei por que vim aqui, nem título eu consegui colocar nesse texto, agora sentado na mesa em frente ao computador, e rodeado de gente, minhas pernas não se movem e meu pensamento está tão longe que fica até difícil tentar escrever. Ela quis ir, ela quis, e diferente de outras vezes também dessa vez ela tá dizendo a verdade, senti isso, senti que era mesmo o fim, sento culpa, raiva, ódio, dor, acho que na verdade só sinto que acabou.
E agora o que escrever?  Falar das coisas boas?  Tentar achar um motivo pra isso ter acontecido? Expressar meu sentimento? Planejar uma vida de agora em diante? Recordar coisas boas seria bom, tentar achar um motivo nem tanto afinal eles sempre levam a erros meus, expressar um sentimento não vai dar, nem eu sei o que e isso, planejar a vida não dá mais, isso eu desisti, planejar e algo que pra mim não dá certo. Se na prova dos 9 ficou os momentos bons eu nem vou muito longe, nem vou dizer aqui como nas ultimas vezes e contar dias, anos horas e minutos, aprendi que a vida não e contada assim, quando contamos o tempo perdemos o mesmo tempo, vamos contar abraços, beijos e olhares pois isso si a gente tem muito.
Deitados no chão do quintal, olhávamos de forma tão gostosa de um para outro, que poderia chover que não sairia dali, as lagrimas desciam apenas com o silencio, por que sempre foi assim trocávamos palavras por olhares, ali deitados também falamos um para o outro longe de tudo, longe dos amigos, longe dos problemas, longe dos erros, das preocupações, transportávamos pra dentro de um mundo nosso. Foda-se o que vão pensar de mim, eu amo mesmo e nunca escondi isso de ninguém, se  no  final de tudo  ainda assim  não deu certo e por que algo aconteceu, e se  isso atrapalhou, e por que  não fomos fortes  o suficientes,  e se  a vontade de tentar acabou  e por que fomos  maduros suficientes também  pra encararmos que acabou, vivi tudo que pude, a aproveitei cada momento, acho que  diferente de outros  esse relacionamento sim daria um  livro  e não pararia  pela  metade, teria início, começo e fim.

Posso até querer ainda conjugar o verbo no presente, mais a gramatica da minha vida me impede, pois o que conjuguei no passado não me deixa mais nem sequer pensar no futuro. Sendo assim não adianta e nem cabem aqui no meio dessa confusão pensar em planos, a ordem do dia e sobreviver, pois e a única coisa que necessito fazer pra continuar tendo uma Vida Vivida.